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A verdadeira origem do Pug nunca foi rastreada, apesar de toda a pesquisa nesse sentido. De qualquer modo, parece não haver dúvidas de que o Pug é originário do Oriente, na China.

Um cão de “boca curta” pode ser rastreado aos tempos de Confúcio (551 a.C.), mas a crença é de que estes eram cães de caça e não de companhia. É difícil ter certeza uma vez que grande parte dos registros da história da China foi destruída pelo Imperador Ch’ in Shih (225 a.C.), ocasionando a informação disponível. A primeira referência clara parece datar de 732 d.C. época em que um cão “Ssuchuan pai” esteve entre as dádivas enviadas de um estado coreano ao Japão. “Pai” indicava um cão de carinha curta com pernas curtas. Relatos indicam que esses cães eram pequenos o bastante para ficar sob as mesas notoriamente baixas ao redor das quais os chineses se sentavam sobre tapetes.

Na província de Ssuchuan havia uma cidade importante chamada Lo-Chiang. A partir de 950 d.C., o cão Ssschuan pai passou a ser conhecido como “Lo-Chiang-sze” ou “Lo-Chiang”. Depois de um tempo ficou conhecido como “Lo-sze”, que no início do século XIX era a tradução chinesa para Pug. Lo-sze eram extremamente populares na China de 969 a.C. a 1153 d.C. durante a Dinastia Sung. Mas durante os séculos XIV e XV, na época da Dinastia Ming, perderam em popularidade para o gato.

Em função da tradução de documentos chineses ser complicada, temos de observar as gravuras daquela época e atentar para a aparência dos cães chineses. Ao que parece, nessa época, havia três tipos principais de cães na China: os Lo-sze, o Pequinês e o Cão Leão. Acredita-se que esses cães tenham sido Pugs, Pequineses e Spaniels Japoneses.

As principais características dos Lo-sze são: a pelagem curta e a elasticidade da pele – dois aspectos marcantes do Pug e atípicos dos Pequineses. Além disso, o aspecto mais desejado era a “Marca do Príncipe”, formada por rugas na testa com uma barra vertical, imitando a letra chinesa que significava “príncipe”. O botão ou faixa branca na testa também eram muito buscados nos Lo-sze, mas não tanto quanto as rugas. O focinho curto, a mandíbula quadrada e as orelhas pequenas também eram conhecidas, assim como a cauda enrolada.

Estou certa de que os Lo-sze devem ter sido os precursores dos Pugs contemporâneos. Algumas ilustrações antigas de Lo-sze chineses os mostram usando coleiras com sinos, uma moda que foi adotada na Europa muitos séculos mais tarde.

(Trechos traduzidos e adaptados por Sylvia Angélico do livro "The Complete Pug", de Ellen S. Brown)


, 08/10/2019

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